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	<title>Devaneios de alambiques</title>
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		<title>Nem pro purgatório</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 05:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[        Compulsoriamente pintava o fundo branco recortado em azul, o artista. Levava o tempo necessário em cada parte, cada passada do instrumento calibrado era pensada por interíns e hiatos temporais mirabolantes, de modo que era longuíssima a duração da criação. E ainda assim a cada mísero ato realizado, um regozijo ricocheteava nos fundilhos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=139&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.5405355808325112" style="text-align:justify;" dir="ltr">        Compulsoriamente pintava o fundo branco recortado em azul, o artista. Levava o tempo necessário em cada parte, cada passada do instrumento calibrado era pensada por interíns e hiatos temporais mirabolantes, de modo que era longuíssima a duração da criação. E ainda assim a cada mísero ato realizado, um regozijo ricocheteava nos fundilhos de sua cabeça; as vezes pfiu! as vezes pfto! Sua feição mudava em todos esses pequenos &#8211; apesar de longos &#8211; momentos e assumia feições de um príncipe dinamarquês, cujo nome havia de ser Frederico ou Henrique, evidente. Cabelo moreno liso estilo peruca em que as pontas caem perto das orelhas e no meio da tez-ta, obesidade leve do tipo que há em crianças  responsável com uma porcentagem &#8211; que alguns jornalistas chamariam de significativa &#8211; significativa pela fofura a elas atribuído mas que desaparecerá ao chegar a adolescência e ilustrará contornos e recheios de uma pessoa saudável. Olhos cinzas-esverdeados de preferência.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">           O que havia de ser segredo era o anexo do prazer, dicotomicamente a endorfina com vazão gigantesca era alimentada por dois fluentes: o ato pelo ato &#8211; um tanto canibalístico mas não há mais tanta cara feia com isso nesses tempos &#8211; e a auto-apreciação e reabastecimento sanguíneo nas veias azuis do ego. Na veia, percebe? Disso notava-se a roxidão, mistura de carne azul e sangue nobre; viva: roxo, preto e nos limites das gradações cromáticas, um azul vivo movimenta-se e retém-se, esquenta e esfria mas nunca recomeça o ciclo, estagna.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">            A sequência era previsível e deletéria: príncipe dinamarquês morto, cigarro aceso. Aquele homem não consegue criar sem vangloriar-se e deleitar-se consigo próprio (afinal os cigarros estão caros, só se ascende um se muito importante ou recompensante¹), com suas veias gritando “socorro” ironicamente e a lua de minguante migrando à zombeteira e observadora; de pecados e brilhantismos, nessa ordem.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">         O problema de comportar-se assim é a existência dialética entre a estafa imatura, a ejaculação precoce mental e a saturação dissimulada do ego &#8211; que se confundem. Um estaciona feito cavalo paraguaio na insuficiência incerta de um “aquém” e a outra satisfaz o pedestal do louro da vitória até cabalísticamente dizer chega &#8211; em mantra: chega; até pedir</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">            .</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">¹ A relação de recompensa de um cigarro funciona da seguinte forma: ao fumar um cigarro quando se levanta, ou após o almoço há um sentimento de missão comprida, de satisfação, que só não é maior do que o cigarro pós-foda. Mas há aqueles se fuma por compulsão, seja por estar conversando com alguém que fuma e essa ação é espelhada, seja por estar bêbado ou bebendo. Esse segundo tipo de cigarro deve ser evitado dado o preço do menino; cada momento há de ser guardado para um cigarro.</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/139/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=139&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Faca amolhada</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 02:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O silêncio era cortante de fato. Depois de algum álcool e alguma fumaça, quê dizer? Ambos esperavam do outro o que havia na ponta da língua, na ponta da faca metálica e reluzente que deslizava por uma corda de tripa de porco no alpendre escuro e sucinto. Minimalista, cru e nu. Não havia mais ninguém [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=135&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O silêncio era cortante de fato. Depois de algum álcool e alguma fumaça, quê dizer? Ambos esperavam do outro o que havia na ponta da língua, na ponta da faca metálica e reluzente que deslizava por uma corda de tripa de porco no alpendre escuro e sucinto. Minimalista, cru e nu.</p>
<p style="text-align:justify;">Não havia mais ninguém além dos dois. Alhures jaziam em suas respectivas camas as companhias entorpecidas da noite findada. Que noite. Que nada. “Que cabelo… cheiro encaracolado&#8221;. A faca não dizia nada mas estava pronta para cortar; tortamente que fosse.</p>
<p style="text-align:justify;">Movimento. Aproxima-se da moça cheirolada – meio esfumacenta e enrolada; exalando à lenha, cerveja e pensamentos dicotômicos multi-facetados-coloridos-efêmeros que passavam pela sinopse da queratina de seu cachos negros, roxos, azuis. Naturalmente encaixa suas coxas nas dela. coxa-macho/cocha-fêmea/cocha-macho/coxa-fêmea. A mão esquerda pairando gentilmente sobre a coxa-fêmea desprotegida – a última de suas duas coxas; a que não possui uma coxa-macho de ambos lados.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu corpo nu por debaixo da roupa, animal e feminino é como um rio, uma nascente, de água e de arrepio, pestanejando ensaia uma interjeição negativa; positiva que fosse. Não.</p>
<p style="text-align:justify;">Além da mão protetora da coxa, eleva a outra na nuca de emaranhado elixir. Amarra alguns fios em torno da mão cabeluda de modo que os pelos se confundem numa sinestesia de sabor e fragrância. Dessa vez não é um toque gentil, puxa na medida certa – entre a dor e o prazer. Agora o rio é não-navegável, o volume de água aumenta e é perigoso praticar a natação em suas águas. Com a mesma mão separa-se o cabelo do pescoço, branco, alvo de investidas mentais. O alpendre vai gradativamente anuviando-se e despindo-se.</p>
<p style="text-align:justify;">A ocasião não poderia ser melhor; a barba tendo sido feita apenas há três dias, teria o efeito desejado. Seu queixo, não tão masculino, nem tão feminino – um tanto redondo porém alongado, apontando seu objetivo – rasparia na alvidez tenra na medida certa, causando o efeito desejado; dor e prazer. Feito. Passado a parte entre o final do trapézio e o começo do lóbulo da orelha esquerda, tudo que se ouvia além do atrito da pele e do rio passando era “hmm”.</p>
<p style="text-align:justify;">O queixo áspero e carinhoso dá lugar à língua ensalivada e redonda. A medida que subia a língua, o alpendre ia ficando cada vez mais nu, desprotegido e encharcado. Bolinhas rosas da ponta da língua roçavam pelo ouvido-fêmea gentilmente, lavando alguns poucos – talvez três, quinze – fios de cabelos, deixando os retos feito o queixo do executor. A faca cintilante no alpendre agora era fosca e submersa na água nunca antes tão abundante do rio. Oceano.</p>
<p style="text-align:justify;">- Acho que devemos parar por aqui.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=135&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ger&#244;nimo e papai</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 16:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Um samba que jazz: lucubrações latinas americanas; lúgubres tan-tans saem do calor húmido e esvaem até a vociferação da urbe sem tempo de ser triste. Não é triste. Dizem; dito. Um filho de meia idade e um pai. Cheio de amor e espaço; desvontade e medo. É audível a bons ouvidos: - Pro caralho! - [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=134&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Um samba que jazz: lucubrações latinas americanas; lúgubres tan-tans saem do calor húmido e esvaem até a vociferação da urbe sem tempo de ser triste. Não é triste. Dizem; dito.</p>
<p align="justify">Um filho de meia idade e um pai. Cheio de amor e espaço; desvontade e medo. É audível a bons ouvidos:</p>
<p align="justify">- Pro caralho!</p>
<p align="justify">- Como é andar vacilando e hesitante? Os carros desfilando em petróleo prensado, querendo voltar para seu estado de mineral viscoso ocre; tenro e estático. Pessoas maquinando nos bons trabalhos e ultrapassando tudo e todos para menos tempo em contato com os deprimentes excluídos invisíveis gritantes. Fôlego. Pausa. Tempo. Quero você como meu; não sou mais seu nem quero me tornar igual a ti. Devastar-te-ei como pesquisa antropológica para meu futuro não-ser.</p>
<p align="justify">O fio comendo solto, sem dó a borracha tenta derreter o asfalto; o atrito e a gravidade irredutíveis como sempre. Aptidão.</p>
<p align="justify">- Como é ser martelado contra diamante pelo tempo? Por que emprestar sua energia vital pra ele? Me instrua. Pai! Te peço uma ação, verbo: Pai!</p>
<p align="justify">Os anos de negação e indiferença não vencem a urgência do momento e, pela primeira vez, pai. Ouve a súplica do filho.</p>
<p align="justify">- Aconselha-me, toma atitude!</p>
<p align="justify">- Te amo – e o empurra ao tapete preto e branco.</p>
<p align="justify">Pela primeira vez foi pai. E podia afirmar que dos bons; se realizou mesmo que por alguns segundos – minutos ou mais minutos, não importava-se com o tempo há tempos – pois fez seu filho feliz. Um samba que jazz e a irredutibilidade da gravidade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/134/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=134&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bandeira branca</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 11:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[poema conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine um telefonema interrível de um momento de inspiração. Que raiva que chatice que horror de técnica essa já não tão nova. Se desespera e pensa não atender mas atende no segundo toque logo já; seu dedo para de falar para dar vez à língua dentada engrenante que nem roda já tanto assim. E então [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=128&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Imagine um telefonema interrível de um momento de inspiração. Que raiva que chatice que horror de técnica essa já não tão nova. Se desespera e pensa não atender mas atende no segundo toque logo já; seu dedo para de falar para dar vez à língua dentada engrenante que nem roda já tanto assim. E então fala. Até acha bom falar depois que começa; tem amigos. Ri – até que muito, sim. Saliva perdigotos de alegria – não de felicidade, que é no fundo, desespero de ser feliz. Fecha o aparelho na parte mole que possui. Pensa e volta a olhar o chão, ou a parede, mas nunca o teto; que para isso tem de levantar a cabeça. A inspiração se foi. Espera voltar, como se o chão ou a parede fosse parir uma epifania. Mas não há parteiro. Então pensa na pessoa que falou. Poderia ser qualquer, desde um vendedor – mesmo sabendo não ser – até um grande amigo ou amante. Aquela pessoa, que seja quem, muito que provavelmente está igual, esperando o nascimento de uma inspiração, ou de um alento; ambos que servem para mascarar a solidão. A pessoa que não você é igual a você; só teve a iniciativa de apertar os botões da técnica. A inspiração volta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=128&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Papapirotecnico pederasta</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 02:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem por essas nem por outras! Quiçá nos áureos greco-tempos a pederastia não fizesse mal algum; e que de normalidade ímpar se teriam os mestres satisfeitos pelos ninfos; aquele regozijo matinal seria mais molhado que pão de centeio em leite de teta. Mas não… Os tempos eram outros e ainda o são! Santos não tem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=127&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Nem por essas nem por outras! Quiçá nos áureos greco-tempos a pederastia não fizesse mal algum; e que de normalidade ímpar se teriam os mestres satisfeitos pelos ninfos; aquele regozijo matinal seria mais molhado que pão de centeio em leite de teta. Mas não…</p>
<p align="justify">Os tempos eram outros e ainda o são! Santos não tem Pelé mas têm pau oco; dotados todos de dotes maravilhosos estupefatos e estapafúrdios nacionais. Os padres e papa seguem a tendência certo? Mas são laicos e não passam de lacaios do demônio – que relativizado, têm por nome “humano”.</p>
<p align="justify">E então que Baltazaire – feio era –&#160; se entropia de fogo. Rabo de dragão, catcha farai, tijuco preto, varinha mágica de Judá, são-joão-é-pouco. “Tá saindo fogo desse rabo!”. “Te pariu – pelo rabo – ?”. </p>
<p align="justify">- Te puta que o!</p>
<p align="justify">- Que puta que ô? Só onda só!</p>
<p align="justify">Foi difícil tirar as faíscas das ancas de Baltazaire. E outra: mesmo quando tiradas, ainda estavam lá; fogo no rabo de dragão junto com varinha mágica de Judá nunca dava certo… Mas era tão gostoso!</p>
<p align="justify">O bicho papão não dizia não nem dizia deixar. “Tiosso?” “Tiursaaa!”.</p>
<p align="justify">- Nem que tussa tua mãe, belzebu desalmado!</p>
<p align="justify">Vaticano diz:</p>
<p align="justify">- Festa dos Santos virgens da Judéia avisa: Proibida a entrada de mulheres no decorrer da festança patriarcal aristocrata apostólica grega. Motivo: questão de gosto e preferencial papal.</p>
<p align="justify">- E que comecem os fogos! E quem não tiver fogo no rabo, nem de dragão, nem no próprio, nem perto aconchegue seu falo cajado de profeta! E digo: Judá é meu!</p>
<p align="justify">Nas desandanças e desavenças da festa não poderia ser diferente:</p>
<p align="justify">- Ai ai, Judá, queimastes e paristes meu falo acefálico cajado!</p>
<p align="justify">- Não só ele, antigo senhor, mas sua rosca não saiu ilesa.</p>
<p align="justify">E enfiou-lhe o cajado rijo garganta anal adentro; e assim foi o primeiro golpe no Estado do Vaticano – golpe anal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=127&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ruas iluminadas mas nem tanto tamb&#233;m iluminadas</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 13:31:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero aprender a tocar trompete e soprar sons com a boca do modo que os imagino; sublimes sons amarelos metálicos materiais e nada materiais, da alma. Quero até tocar piano – por quê não? apertar devagarzinho a tecla e fazer dela um som estrondoso de virtuosidade mágica efervescente. Depois quero ser surdo pra testar a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=126&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Quero aprender a tocar trompete e soprar sons com a boca do modo que os imagino; sublimes sons amarelos metálicos materiais e nada materiais, da alma. Quero até tocar piano – por quê não? apertar devagarzinho a tecla e fazer dela um som estrondoso de virtuosidade mágica efervescente. Depois quero ser surdo pra testar a sinestesia da surdez; quero ser um vagabundo e não saber tocar nada mas querer aprender sem o míninfimo esforço. Quero tomar esteróides para que me achem mais bonito do que sou e depois parar de tomá-los quando perceber que a minha beleza é coisa de mais uns dez anos e que minha inteligência é mais sexy que meu peitoral. Quero acentuar “idéia”; afinal ela é minha mesmo. Não quero aderir à nova regra da língua portuguesa, como não queriam os antigos aderir à que eu defendo com punhos de ferro e socos ingleses – mesmo sendo tupiniquim; sou um homem contemporâneo que as vezes quer ser clássico, mas na verdade sou pra lá de meu tempo e Bagdá que se cuide porque a Babilônia não está tão longe assim. Quero fazer amor com as minhas antigas namoradas; até me arrepender e deixar tudo pra lá e conhecer novas mulheres para se tornarem antigas e sentir saudade das novas antigas e das outras também e ficar na mesma sempre, recorrendo aos amigos e esteróides. Quero entender o pós-modernismo; não quero entender o pós-modernismo, quero senti-lo e vivê-lo. Urinarei em torneiras de leitura do consumo de água de casa de pessoas ricas para que ao abrirem o registro sujem suas mãos com meu excremento e todas as substâncias ruins que meu corpo não quis nem de graça, como aqueles potinhos de amendoins vencidos que os butecos de primeira dão aos cães-clientes; e que quando o trabalhador for ler o que diz o relógio d’água, sinta o cheiro do meio, meu, nem ele nem o dono. Eu e meus amigos somos a reencarnação – mesmo sendo todos ateus – da geração beat; é fato. Não sabemos quem é Kerouac, Ginsberg, Burroughs, Neal, Sal Paradise, Carlo Marx, Old Bull Lee ou Dean Moriarty, mas somos eles; fantasmas; e acreditamos nisso sem erro, assim como Tim Maia acreditava no Universo em Desencanto. Quero ser conhecido pela loucura criativa e cômica que já sou conhecido; ter a fama de intelectual rebelde anarco-sindicalista, palhaço, ser querido por todos – até pelas pessoas feias, quero ser apreciado sim, por quê não? Minha altura é de quilômetros; meu ego é do tamanho da china vermelha que mata seus cidadãos por qualquer merda para balancear a gangorra natalidade/mortalidade. Mas eu não sou esse palhaço feliz, maluco e entusiasmado. Não sou como imaginam, nem Syd Barret. É difícil ser eu; e como! Sou um caminhão-carro-ônibus que Cassady dirigia numa ladeira paulistana sem freio e com dois elefantes no porta-luvas mais uma galinha em meu colo. Escalo abismos, dois pelo menos, em mim e depois me jogo pra escalar novamente – meus joelhos reclamam, mas meu médico continuar a recomendar atividades físicas. Não sei a diferença entre fácil e difícil, entre amor e ódio, alegria e tristeza, euforia e desespero; as antíteses me incomodam, mas amo elas e me fazem bem. Se não fosse o governo pra me dizer o que é certo e errado, o que eu faria? Não queria que soasse como manifesto-poema-em-prosa de Allen Ginsberg, mas já era! Quero ser ele; mas não. Quero a inspiração suada suja de trilhos e fuligem da urbe dele. Mudo a geração futura que não verei ser mudada por mim e comida pela próxima, como comi, vomitei e serei comido. Quero masturbar minha mente com piadas inteligentes de Monty Python e Woody Allen; e também meditar tanto que o niilismo não saia mais e espere a morte de bigode com antibióticos intra-venais. Eu existo; aliás nunca vi nada igual; eu e meu amigos rendemos que não quem diga; somos mulheres rendeiras sem carteira assinada e dores nas juntas. Ando ao meio de bandidos declarados e alguns nem tanto. Quero entender porque a vida é bonitriste; preciso de um vocabulário novo pra explicar meus sentimentos; pelo menos a linguagem do sentimento funciona com alguns. Sou a beleza que chora de tão bonita e urina nas próprias canelas calejadas para espantar os mosquitos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/126/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=126&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Alai&#234; maculelum de bumbum palmito</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 23:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Como é? Assombrações e presença demoníaca? O que seria se não essa, a resposta à polêmica em um programa de televisão: Casal negro tem filho loiro! “Nem tão negro assim”, diria um amigo do referido casal, referindo-se a eles; como se a negritude fosse ruim. Quando um amigo se diz negro, há quem queira dizer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=124&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Como é? Assombrações e presença demoníaca? O que seria se não essa, a resposta à polêmica em um programa de televisão: Casal negro tem filho loiro! “Nem tão negro assim”, diria um amigo do referido casal, referindo-se a eles; como se a negritude fosse ruim. Quando um amigo se diz negro, há quem queira dizer que não, como se fosse um demérito do negão. “Negão, nem vem, parcero, você é moreninho… Preto mesmo é o Isaias… raparigo azul que só ele!”. Nesse caso então… eufemismos de cor são ainda mais cabíveis, pois além de imacular, desfadar o casal, ainda se explica a origem da loiritude, caucasianidade, ou seja, a branquitude do júnior. De um casal negro seria impossível nascer um loiro ariano, de graça Adolfo. “Buiuzinho, qual é sua graça?”</p>
<p align="justify">- Queimar judeus, mamãe. Retruca Dolfinho.</p>
<p align="justify">De negrões não nasceria… Assim abririam-se alusões desrespeitosas e desonrosas com respeito ao negro macho do casal… ainda mais quando sua esposa era freguesa assídua da borracharia e pizzaria do Alemão – a não ser que seu marido tivesse em sua árvore genealógica, um pezinho na Finlândia, grande exportadora de escravos, como se sabe ao analisar a História; ou quem sabe o marido tivesse algum ancestral que trabalhasse na Alemanha cristã, grande exportadora de negros padres, como se sabe ao ler Nietzsche.</p>
<p align="justify">Agora muito mais cabível – e disso a importância do eufemismo – seria a possibilidade do abrandamento da cor do casal… joguem eles na máquina com cândida e tudo fica mais plausível, claro… pois de um casal moreno é muito mais fácil nascer um albino dourado e liso. Essa seria a resposta óbvia em contraponto às assombrações e presença demoníaca!</p>
<p align="justify">A apresentadora, sagaz e astuta que só ela então, ao invés de polemizar sobre adultérios, fica na questão racial… O casal é negro ou moreno? “Não consideraria vocês negros, afinal, conheço gente muito mais negra que vocês”… e seguindo esse raciocínio, passando por tucanos, jacarés e índios negros – e mais aspectos da natureza divina brasileira (parecia que a apresentadora tinha fumado salvia divinorum, utilizada em rituas xamanísticos que sempre rementem à natureza, pelo menos em brasileiros – ela chegou até o petróleo; “vejam o petróleo, combustível fóssil, logo veio dos ossos que são brancos como as plumas de gansos brancos… ele ficou preto; o mais preto que se há na natureza… portanto vocês não são negros. E se fossem, não seriam mais que o petróleo, que mesmo assim negro que só ele, veio do branco osso; é um combustível preto de alma branca&#8217;”, disse a apresentadora abrindo e mostrando todo seu leque de conhecimento de geologia.</p>
<p align="justify">Ao fim da prolixíssima discussão, soube-se que enfim, o menino havia acabado de entrar no livro dos recordes por ser o primeiro branco a participar do Olodum e dizendo: “obum dim dum; alaiê maculelum!”</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/124/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=124&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Musicas tortas proporcionam&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 16:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[músicas repetidas de milhares expulgares; sussuros musicais no ritmo e gente ouvindo arranhões metálicos orgânicos por classificação, assim como tudo; e fazem mil coisas e uma volta ao começo da repetição desatina novas facetas mutiladas para todos preâmbulos necessários à mudança de persona&#8230; gemidos e espasmos; espasmos pasmos tamanha brutalidade frenética das ruas de todos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=120&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">músicas repetidas de milhares expulgares; sussuros musicais no ritmo e gente ouvindo arranhões metálicos orgânicos por classificação, assim como tudo; e fazem mil coisas e uma volta ao começo da repetição desatina novas facetas mutiladas para todos preâmbulos necessários à mudança de persona&#8230; gemidos e espasmos; espasmos pasmos tamanha brutalidade frenética das ruas de todos os lugares&#8230; espasmos espasmos espasmos; es pasmos asfixiados preguiçosamente&#8230; tremendo!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=120&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Limite</title>
		<link>http://devambiques.wordpress.com/2009/06/09/limite/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 23:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Inconsciência magnífica! Seres acéfalos que sabem de tudo da noite…morte precoce e leite ruim a eles! Deixem a inconsequência reinar em mim, senhores todos; só ele poderá mudar o mundo…depois de jovem vira estátua que leva na barriga da tartaruga as vontades da inconsequência des-aventurada e convicções cárceres delas próprias: “Liberdade! Desapego! Acriminoso!”… Não. Só [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=118&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Inconsciência magnífica! Seres acéfalos que sabem de tudo da noite…morte precoce e leite ruim a eles! Deixem a inconsequência reinar em mim, senhores todos; só ele poderá mudar o mundo…depois de jovem vira estátua que leva na barriga da tartaruga as vontades da inconsequência des-aventurada e convicções cárceres delas próprias: “Liberdade! Desapego! Acriminoso!”… Não. Só dispensaria mesmo os amores esperados ainda que des-esperados e inertes, zero que quer ser infinito, apesar de ser ambos. Minha mente é uma infinita reticências cheia de parênteses – ou colchetes – nos intervalos três-pontais. Não preciso de foguetes para alcançar o vácuo. [Aliás, é essa a conversa quando Nietzsche e Hamlet andam de mãos dadas pelas ruas de bares em esquinas com sinucas e poeira pelas ruas da humanidade]. Sou tanto que viro nada. Sempre na linha, no limite da corda bamba das dicotomias; hora pendo pra lá, hora pra cá; hora desabo de ancas em um, hora flutuo por outro. Mas sempre no meio, onde tudo bombardeia, onde os conflitos se dão e são. É um tanto doloroso estar onde estou, diria Fausto.</p>
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		<title>Apologia ao suicídio</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 00:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>xanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação introspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[devaneio]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem dera a morte me abraçasse! Um aconhego enfim! Sofro de morte generalizada… Preocupante, dizem por aí. Larápios de orgãos do governo me esperam ouvindo jazz em cada esquina. Caido; pulando no chão de ataque amoroso no meio da guia; virado bixo do mato sem asas que voa; pula e tenta voar; tenho forças nas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=114&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Quem dera a morte me abraçasse! Um aconhego enfim! Sofro de morte generalizada… Preocupante, dizem por aí. Larápios de orgãos do governo me esperam ouvindo jazz em cada esquina. Caido; pulando no chão de ataque amoroso no meio da guia; virado bixo do mato sem asas que voa; pula e tenta voar; tenho forças nas patas; consciência também ainda. Voaria perfeitamente. Não fossem meninos com cigarrilhas que me tiraram as asas de cigarra; agora só posso cantar… Mas que música triste e sem asas. Acho que preciso de um magnopirol contra a loucura, a surtadez, a pirol! Os livros são todos muitos belos, mas as bibliotecas criam mofos e rinites violentas. A violência nunca é de bom grado e no entanto sou violentado minutamente por mim, ou por aquilo que chamo de eu que sou quem? Tenho a doença dos pensantes e ainda por cima nasci sonhador; de que adianta um romântico pós-modersnista, pai…?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/devambiques.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/devambiques.wordpress.com/114/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=devambiques.wordpress.com&amp;blog=5920730&amp;post=114&amp;subd=devambiques&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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